16/01/09

Caderneta de cromos

Estou certa que todos na nossa jovem e feliz infância tivemos aqueles momentos em que achávamos que tudo era digno de, como nós ingenuamente acreditávamos, coleccionar. Claro está que para as nossa mães, que docemente nos deixavam (apesar de não gostarem) encher o quarto de objectos inuteis, aquilo era simplesmente TRALHA no mais sentido lato da coisa!
Passados uns aninhos, a nossa visão começa a aproximar-se do sábio olhar maternal e nos apercebemos que aquela colecção única e de edição limitada não passava disso mesmo, entulho inútil. Mas, nada é simples e o sentimento de pertença toma conta de nós. Como deitar fora todas aquelas recordações, todos aqueles dias a correr para a papelaria com os trocos contadinhos? Como é que poderiamos mandar para a reciclagem (sim, sempre muito ambiental) todas aquelas negociações de alto risco?

Mais uns anos, crescemos e deitamos fora. Os momentos ficaram, e parece que os cromos também.

Agora, as caricas, os autocolantes ou os carrinhos dão lugar as cromos HD e parece que a vontade do coleccionador já não é mais relevante. Os próprios cromos saltam para dentro da caderneta e querem à força viva formar outra vez um entulho no nosso quarto.
Que fazer?

Já não vou a correr para lado nenhum, nem negocio trocas com ninguém mas o que é certo é que fui contagiada mais uma vez com a piada das colecções. Por isso mãe, desculpa! Prometo que pelo menos desta vez o meu quarto estará selado.Sim, pq cromos destes só mesmo na caderneta!

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