Através do som evidencias o teu querer, querer esse que no minuto a seguir se refugia no silêncio.
Por vezes, sais do refúgio para dizer olá ao mundo. Noutras vezes, pelo contrário finges não ouvir o mundo a bater à tua porta.
Ainda bato, mas um dia deixarei de bater ou de atender. Ainda o faço, não por querer algo que tu tens medo que te queira dar. Já quis. Não quero mais. Quero apenas o ritual normal: bato à porta, abres.
Por enquanto, bates e eu abro, mas provavelmente deixarei de o fazer. Não que o queira, mas sinceramente começo a ficar cansada de abrir a porta, ouvir-te falar e depois na hora de ouvir, já não lá estares. Fugiste outra vez para o teu esconderijo.
Às vezes penso no que tu pensas, no que tu queres dizer, no que tu sabes, mas será por pouco tempo. Não vou continuar neste jogo onde parece que só tu podes lançar os dados e falar.
A ouvinte cansou de esperar que o mudo falasse.
Ps-Se depois disto achares que vale realmente a pena, sabes onde me encontrar. Não me vou mexer. Sei o que valho e isso chega-me.
Se nunca te disseram o quanto vales é porque nunca te quiseram conquistar...;)!
ResponderEliminarFelizmente, já tive essa sorte. Mas há uns tapadinhos!:P
ResponderEliminarTiveste mas continuas com o direito de a ter. Não existem tapadinhos, existem os quem não querem ver.
ResponderEliminarJa passaste pela magazine vendedora?
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