Estás naquele espaço vazio e escuro.
A porta está trancada. Tentas procurar a chave mas alguém a escondeu de forma tão habilidosa e astuta que está difícil de encontrar. Terás sido tu mesma e a mente pregou-te uma partida? De certo que a escuridão alojada no quarto não ajuda. Aproveitas a janela. Aquela janela que momentaneamente se abre. Não é durante muito tempo é certo. Mas aproveitas cada bocadinho daquela brecha para iluminares essa busca ou mesmo descansar e recarregar forças. Tudo à luz é mais simples, eficaz, mais leve. Mas quando menos esperas as portadas fecham-se e a escuridão e as buscas retomam.
O cansaço apodera-se do teu corpo e transforma-se em tormento na cabeça: “mas onde está chave? Quero sair daqui. Não consigo. Não aguento mais isto. Como será o mundo lá fora? “ A resignação apodera-se e a busca pára mais um pouco.
De repente com o vento, volta a entrar a luz pela janela. E zás…volta a fechar-se. A escuridão. No entanto, não faz mal porque te apercebes da preciosidade do que se passa no mundo exterior. Apercebes-te da importância daqueles flashes de luz na tua procura. Por isso… relaxa, respira e pé ante pé, a teu ritmo procura o que te faz sair do escuro.
Não sei quanto tempo demorarás mas tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo, essa janela passará a ser apenas uma abertura , não para fora como outrora mas, para o mundo escuro que um dia te prendeu e fez viver de forma brutal e dormente.
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