21/07/11

Espaço meu

Gostava que o meu silêncio se transformasse em letras, frases completas e coerentes.
Todos estes pensamentos fariam sentido se tivessem som ou apenas fazem sentido na turbulência da minha mente? Teria tanta coisa para dizer. Palavras gastas, reincidentes, é certo, mas que continuam a fazer tanto sentido apesar da alteração do rumo.

O silêncio me apraz. A calma me isola mas conforta. O espaço para mim consome-me de tanta falta que sinto.

Parei coberta com a falta de palavras audiveis. Apenas eu as oiço. Apenas eu as expresso, recebo e comunico. Apenas eu. E comigo vou ficando, esperando que mais tarde ou mais cedo esta falta se reduza e se preencha com uma enchente de sons e movimentos.

Para já, fico, atenta ao meu mundo, ao que a mim me pertence mas que, por alguma razão, não permito ninguem entrar. Até já*

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